O amadurecimento da energia solar no sul do Brasil

Comunicado de Imprensa – Quinta-feira, 30 de outubro de 2025

São Paulo, 30 de outubro de 2025: O mercado de energia solar por meio de geração distribuída está em constante amadurecimento no Sul do Brasil. Isso significa menos explosão e corrida por crescimento e muito mais estabilidade, caracterizada por projetos tecnicamente sólidos. Ao final da realização da segunda edição do Intersolar Summit Brasil Sul, dias 28 e 29 de outubro, no Centro de Eventos da FIERGS, em Porto Alegre, essa foi a percepção geral de uma das pessoas que mais entende de energia solar na Europa e na América Latina, o Dr. Florian Wessendorf, CEO da empresa alemã Solar Promotion International GmbH.

Em parceria com a Aranda Eventos e Congressos, de São Paulo, ele e um time de profissionais especializados no tema, concluíram com bastante convicção que o mercado de energia solar, tanto nos centros urbanos, como nas áreas rurais dos três estados do Sul do Brasil estão em desenvolvimento seguro: EPCs (Engenharia, Suprimentos e Construção) profissionais, crescente integração de sistemas de armazenamento e gestão de energia e alta presença de mão de obra qualificada em todas as etapas de instalações e manutenção.

Polêmicas do contexto brasileiro à parte, como questões tributárias, riscos de sobrecarga, falta de infraestrutura e queda de braço das concessionárias de energia elétrica do Sistema Nacional com a GD, em 2025, o evento de Porto Alegre levou aos seus mais de 1.500 participantes e 40 empresas expositoras, inovação, dados, insights para o futuro. Não por acaso, a edição regional Nordeste da Intersolar Brasil foi confirmada na presença dos participantes: será em 28 e 29 de abril de 2026, em Fortaleza (CE).

O tema “Instalações elétricas com energia solar”, por exemplo, esquentou o debate em um dos painéis do Congresso. O engenheiro eletricista João Cunha, diretor da Miomega Engenharia, fez um questionamento relevante: “O mercado puxa a norma ou a norma puxa o mercado?”. Ele recordou que o DR (Dispositivo Diferencial Residual) foi um exemplo de um componente de segurança que começou a ser implantado a partir da norma editada em 1997. Já as instalações fotovoltaicas vieram para o Brasil antes da normatização. Segundo Cunha, No Brasil, normas só são respeitadas quando é obrigatório”, lamentou. Como membro da comissão de elaboração das novas normas para o setor, as mudanças que estão por vir servem apenas para explicitar o que já é regra e esse tipo de questionamento só se faz quando o mercado amadurece e entende que a energia solar é um “bem que veio para ficar”.

Para o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, encontros como o Intersolar Brasil Sul ou Nordeste e, ainda, o evento de São Paulo, são vetores para que o assunto sempre se atualize e se mantenha acessível para quem quer entender, empreender e consumir energia solar. O momento é de mudar, disse ele: “Sempre ouvimos falar que o Brasil é um País com potencial fotovoltaico enorme. Pois, passou da hora de deixar a inovação tecnológica aflorar em favor do desenvolvimento”, disparou.

Os dados apresentados por Sauaia esclareceram que, hoje, a energia solar trouxe (e continua trazendo) para o Brasil R$ 277,3 bilhões de novos investimentos – últimos 13 anos – e quase dois milhões de novos empregos. “São 61,8 gigawatts de fonte solar fotovoltaica, representando 24% da matriz elétrica do País. É a segunda maior fonte do Brasil atrás das hidrelétricas. Só no ano passado foram gerados por volta de 450 mil novos empregos pela fonte solar, e isso também ajudou a evitar 96 milhões de toneladas de CO2 a serem emitidos na atmosfera”, destacou.

Na região Sul, o panorama é diferente do Nordeste, mas igualmente muito relevante. “O estado do Paraná lidera a região Sul em terceiro lugar no ranking nacional com 3,8 gigawatts. O Rio Grande do Sul está atualmente em quarto lugar, com 3,5 gigawatts, e Santa Catarina está atualmente em décimo primeiro no ranking com 1,5 gigawatts em operação”, apontou, chamando atenção para alguns gargalos. Seriam eles, a inversão de fluxo de potência no caso da geração solar de pequeno porte, destacando um risco de mudanças no arcabouço legal e regulatório desfavoráveis, “Temos a necessidade de mais fiscalização sobre as distribuidoras e no quesito da concorrência, para que haja uma concorrência mais adequada entre pequenos e grandes negócios, e também a falta do cálculo dos benefícios e custos da geração distribuída que está previsto em lei. Precisa ser feito pela agência nacional de energia elétrica”, detalhou. Outro ponto levantado foi sobre cortes de geração em usinas de grande porte. “Isso tem imposto um severo prejuízo para as usinas solares de grande porte, incompatível com os investimentos e com as regras que estavam em vigor quando essas usinas foram construídas. A gente tem acompanhado muito de perto esses temas junto ao governo federal, a ANEEL, o Congresso Nacional, para buscar resolver esses gargalos para o mercado e para o setor”, completa.

Por fim, o CEO da Solar Promotion International GmbH, acredita que no curto prazo (2025-2026) espera-se uma fase de crescimento moderado, em vez de uma expansão explosiva. Muitas novas instalações virão dos segmentos de geração distribuída (GD) e comercial; a geração em escala de utilidade pública pode enfrentar dificuldades devido a atrasos na conexão e custos da rede. Desafios relacionados a tarifas, cadeia de suprimentos e regulamentação serão prioridades. “Já no médio prazo (2027-2030), se a infraestrutura da rede for aprimorada, o armazenamento for dimensionado e a regulamentação se estabilizar, o crescimento poderá acelerar. O mercado poderá entrar em uma fase de consolidação, com modelos de negócios mais complexos, ecossistemas de serviços e produção local”, acredita.

Fique atento: O Intersolar Brasil 2026 nas versões regionais vai dar o pontapé inicial em abril, na cidade de Fortaleza (CE), dias 28 e 29. Para saber informações completas: www.intersolar-brasil.com/nordeste

Organização e Realização: Solar Promotion Internacional e Aranda Eventos e Congressos.

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